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Premiados das Leituras de Portfólio


FestFoto anuncia o resultado dos premiados na Leituras de Portfólio 2021:

– Prêmio MedPhoto 2021 (exposição) – Motherhood, de Madame Pagu (Brasil/Itália)
– CDF Centro de Fotografia de Montevideo (exposição) – Pedro Kuperman (Ashaninka)
– Bolsa FotoFest/Houston Leituras de portfólio – Jesús Jiménez (México)
– Residência Artística Online FotoFest Houston – Leonardo Ramadinha (Brasil), para desenvolvimento da série A Última Festa nas plataformas digitais do FotoFest
– Residência Artística Eustáquio Neves – Marília Oliveira (presencial) e Anna Ortega (remoto)
– Prêmio de Aquisição Museu da Fotografia de Fortaleza – Ilana Bar (Transparência de Lar e Tão Down) e Rodrigo Zeferino (O Grande Vizinho)

Parabéns aos(as) premiados(as) e a todos(as) que participaram das leituras!

Veja abaixo o trabalho cada um dos premiados:

Motherhood, de Madame Pagu (Brasil/Itália)


Motherhood
O projeto parte da vivência da artista e discute as relações entre mães e filhas. O tema é um tabu construído a partir da ideia romântica do amor materno infinito e que acaba por camuflar relações tóxicas, permeadas por dor e violência física e psicológica. A artista incorpora fotos de outras crianças e autorretratos como forma de ilustrar seu próprio percurso.

Madame Pagu (1967, Brasil) é uma multiartista que combina sua fotografia original e imagens e objetos apropriados com collage, arte têxtil, mixmedia processos destrutivos e arte digital para criar obras que remetem ao universo feminino, à conexão entre pessoas e à passagem do tempo. Desde 2015, vive na Itália, quando deixou a vida de advogada e professora universitária para dedicar se completamente à arte.


Ashaninka – Pedro Kuperman (Brasil)

Ashaninka, de Pedro Kuperman
Oficina de Fotografia Ashaninka é um projeto de capacitação em fotografia para a comunidade indígena Ashaninka do Rio Amônia, localizada no município de Marechal Thaumaturgo, Acre, na fronteira com o Peru. 
O projeto de oficinas foi iniciado em 2016 a partir da demanda das lideranças Ashaninka, que enxergam na fotografia uma potente ferramenta a ser incorporada em sua cultura. Com esta capacitação, eles pretendem criar um acervo de imagens com seus próprios olhares, que poderá ser utilizado na formação cultural de jovens Ashaninka, na defesa de seu território, de sua cultura e em sua comunicação com outras etnias e com o mundo não indígena. 

Pedro Kuperman

Nascido em Nova York em 1984, Pedro Kuperman reside toda a sua vida no Rio de Janeiro, Brasil. Pedro desenvolve projetos artísticos e educacionais muitas vezes sobre a relação das pessoas com a natureza e com o ambiente que as rodeia. Idealizador do projeto Oficina de Fotografia Ashaninka em cooperação com a UNESCO Brasil – programa de capacitação de pessoas da comunidade indígena Ashaninka do Rio Amônia (Amazônia) em fotografia e documentação de sua própria cultura. Obra exposta na mostra “What’s Going On In Brazil”, no festival Les Rencontres d’Arles, 2019 em Arles, França, e no festival Cri d’Amour Pour Le Brésil, 2018 em Paris, França. O projeto Jardim de Maria foi finalista em Seleção do 70º Rio Workshops da Magnum, em 2017, vencedor do prêmio do Festival de Fotografia FotoRio 2017, no Rio de Janeiro e exibido em diversos festivais em 5 países. Seu trabalho foi selecionado para integrar o acervo de Joaquim Paiva em fevereiro de 2019.


Money – Jesús Jiménez (México)

Jesús Jiménez Morelia (México, 1978).

Doutorando em pesquisa e produção em Arte na Universidade Politécnica de Valência (Espanha).
Selecionado para a residência FAAP (São Paulo) de fevereiro a junho de 2019.
Tem obras em coleções de museus nos Estados Unidos e México. Atua como professor, consultor e curador.
Apresentou a série “Money”, onde trabalha com a materialidade flexível do papel moeda para abordar questões sobre o conceito do dinheiro. Na residência na FAAP, abordou microscopicamente o papel moeda. Na série Transacciones, traz a interação do artista com os espaços dos centros culturais.


A Última Festa – Leonardo Ramadinha

Leonardo Ramadinha (Rio de Janeiro, 1977)
Formado em Comunicação Social pela PUC, cursou especialização em Artes Visuais na Unesa e é pós-graduado em Fotografia e Ciências Sociais pela UCAM. Fundou e dirige o Espaço Foto Contemporânea, dedicado a cursos e workshops em fotografia, arte contemporânea e imagem. Participou de exposições coletivas e individuais no Brasil, Argentina, EUA, Colômbia, Alemanha e Eslovênia.

Tem quatro livros lançados; “Sobre Memórias e Sonhos” (2015), “Sobre a Delicadeza das Coisas” (2015), “Angra dos Reis” (2014) e “Aquilo que Habita em Mim” (2012), além de publicações coletivas como “Rio Mar Lisboa Rio” (2015) e “A Criação do Mundo – Fotografia Contemporânea Brasileira” (2010). Seus trabalhos integram importantes coleções particulares tais como a Coleção Joaquim Paiva (MAM-RJ), Coleção Beto Silva, Coleção Julia e Luiz Porchat, Coleção Milton Abirached e a Coleção Márcia e Eduardo Lopes Pontes e fazem parte do acervo da Pequena Galeria de Artes Cândido Mendes e do Centro Cultural Recoleta em Buenos Aires.


Residência Artística Eustáquio Neves – Presencial

Marilia Oliveira – Amor Sapatão

Marília Oliveira
Artista visual sapatão cearense, interessada em memória, autobiografia, gênero, lesbianidade, e na relação entre imagem e palavra para composição de narrativas. É doutoranda em Artes Visuais pela UFBA e mestre em comunicação pela UFC. Integra o Descoletivo, coletivo de fotografia, com quem tem três fotolivros publicados (Afetos Urbanos, em 2015, Séries Sobre o Sutil, em 2016 e Tempo Imperfeito – uma fotobiografia de Camilly Leycker, em 2017). Realizou exposições individuais e participou de festivais e mostras coletivas no Brasil, em Portugal e na França.

Na leitura de Portfolio FestFoto 2021, apresentou o trabalho desenvolvido em torno do fotolivro Um livro sobre o amor sapatão, premiado pelo VII Edital das Artes da SECULTFOR. O trabalho discute o direito à memória e faz um exercício de uma pedagogia visual positiva – distanciada da violência e do erotismo – que trata do ordinário da experiência do amor sapatão no cotidiano. O trabalho fala das pequenas amorosidades que envolvem a existência no mundo, ao largo e a despeito das expectativas do que seria uma relação homoafetiva. É a costura de uma memória afetiva, como um álbum de família e um registro de alegria. O trabalho também está relacionado à pesquisa de doutorado, intitulada Museu do Amor Sapatão.

Residência Artística Eustáquio Neves – À distância
Anna Ortega

Anna Ortega (Porto Alegre, 2000)
Artista visual e estudante de jornalismo da UFRGS. Interessada na possibilidade de diálogo entre as diferentes linguagens – fotografia, texto, vídeo, corpo -, busca na imagem a possibilidade do encontro. Se encanta pelo retrato como forma de partilhar um olhar, um instante, uma história, e investiga as formas que ele pode assumir. Costuma olhar para o cotidiano em busca do miúdo do mundo, da casa e da memória e do afeto. Tem interesse pela ancestralidade e pelas histórias contadas por nossas avós. Desde 2019, desenvolve Não Há Casa Sem Flores, pesquisa poética protagonizada por sua Mãe, Vó e Tia. Em 2021, realizará uma Residência Artística na cidade de Belém, orientada por Alexandre Sequeira, como prêmio do 11º Diário Contemporâneo de Fotografia. Em 2019, participou de sua primeira exposição coletiva, na Galeria Casa Baka, em Porto Alegre, onde apresentou a obra “O Mar Verde Foi Tecido”, uma série fotográfica sobre a luta das mulheres na argentina para legalizar o aborto no país. É interessada também no campo da arte-educação.

Na leitura de portfolio FestFoto 2021, apresentou dois trabalhos. Em Não há casa sem Flores onde trabalha com fotografia e do vídeo para abordar o universo cotidiano da família composta por mais três mulheres. No audiviosual de 20 minutos Não Há Mesa Sem Flores, o foco é na mesa de refeições onde interagem Mãe, Vó e Tia Lu. Somos levados ao mistério das gestualidades e das banalidades ditas no dia a dia. Ao mesmo tempo em que sabemos que aquela é a mesa de jantar da casa da autora, quem olha acaba por sentar a mesa também. Não conversa nem come, mas dialoga com as quatro mulheres.


Prêmio de Aquisição Museu da Fotografia de Fortaleza

Ilana Bar – Transparências de Lar e Tão Down

Ilana Bar
Artista, fotografa e pesquisadora. Bacharel em fotografia pelo Centro Universitário Senac e mestranda em Artes Visuais pela ECA- USP. Vive e trabalha entre as cidades de Atibaia e São Paulo. Seus projetos e pesquisas envolvem o universo familiar, laços afetivos com pessoas e espaços. Em 2010 foi contemplada com o 1º lugar no 8º festival internacional da imagem fotográfica em Atibaia.

Séries:
Transparências de lar
O trabalho retrata o universo emocional da autora, composto por situações do cotidiano e do imaginário familiar. Forma um mosaico de afetos e provoca a reflexão sobre a vida, beleza, semelhança, diferença e afeto. Em 2017, esta série participou da exposição International Discoveries VI – Fotofest em Houston- TX e foi contemplada com o prêmio Nacional de fotografia Pierre Verger 2016/2017 e o Prêmio Nera Di Verzasca, 2018 em Verzasca foto festival (Sonogno, Suíça).

Tão Down, 2010
Série de retratos de pessoas com síndrome de down a partir de referências que dialogam com pinturas rupestres, impressionismo, renascimento, barroco, pop art e neo clacissismo.

Prêmio de Aquisição Museu da Fotografia de Fortaleza

Rodrigo Zeferino – O Grande Vizinho

Rodrigo Zeferino, O Grande Vizinho
Série construída ao longo de dois anos que apresenta uma leitura da paisagem de Ipatinga, cidade construída em torno da usina siderúrgica Usiminas e também terra natal do autor. O trabalho problematiza a visualidade da cidade industrial e também questiona o modelo de consumo contemporâneo, baseado do extrativismo mineral. Em uma segunda fase, o trabalho apresenta o interior da usina e abre espaço para uma percepção subjetiva das máquinas, matéria-prima e rejeitos gerados na usina.

Pandemia e Confinamento



Video-exposição com os seguintes Autores e Autoras:

Ana Sabiá (Brasil): JOGO DE PACIÊNCIA, Sonia Do Couto Corrêa (Brasil): A dor da pandemia, Bruno Alencastro (Brasil) e coletivo de autores: Obs.cu.ra, Igor Cavalcante (Brasil): Nenhum dia será igual ao outro


14. FestFoto – Festival Internacional de Fotografia de Porto Alegre


Paisagens da Memória



Video-exposição PAISAGENS DA MEMÓRIA

Autores e autoras desta video-exposição: Thiago Guimarães Azevedo (Brasil): ONDE OS SONHOS SE ESCONDEM, Valeria Sacchetti (Itália): JOURNEY TO THE LOWLANDS, Nathalie Bohm (Brasil): VOZ DO SILÊNCIO, Tommaso Vitiello (Itália): ARCHÈO, Ulla von Czekus (Brasil): ARREDORES, Helena Siemsen Giestas (Brasil): QUEBRADA, Mateus Morbeck (Brasil): GUARDIÕES – Finalista da categoria Multimídia


14. FestFoto – Festival Internacional de Fotografia de Porto Alegre


Arquivos e Contaminações



Mostra Fotograma Livre – Video-exposição Arquivos e Contaminações.
Trabalhos de Fernanda Chemale (Brasil): Diário de Memórias,
Renata Saad (Brasil):
Mulheres em rosa e azul, Laura Aidar (Brasil): Atravessamento e Constelação e Marina Guitti (Brasil): Emergir.


14. FestFoto – Festival Internacional de Fotografia de Porto Alegre


FestFoto 2021


A 14a edição do Festival Internacional de Fotografia de Porto Alegre apresenta a produção fotográfica de 2020, impactada pela pandemia da covid-19.

Com o tema “Fotografia e Silêncio – Nuvens de Escuta”, a programação está centrada na reflexão de cada artista sobre relações sociais e ambientais, a partir da experiência do isolamento imposto pela pandemia.

O evento online reúne autores, especialistas e público em geral em uma agenda de atividades e vídeo-exposições gratuitas que ocorrem entre 23 e 28 de abril de 2021 , no site e redes sociais do Festival.

A programação segue até o final de maio com leituras de portfólio e um takeover nas redes sociais com artistas estrangeiros convidados.

Curadora do Departamento de Fotografia do MoMA (NY), Sarah Meister abre a programação do FestFoto 2021


Para abrir a programação do Festival, a convidada Sarah Meister, curadora do Departamento de Fotografia do Museu de Arte Moderna de NY (MoMA), abordará a Fotografia Modernista Brasileira em conversa mediada por Sergio Burgi, coordenador de Fotografia do Instituto Moreira Salles (IMS). No próximo dia 8 de maio, o MoMA inaugura a exposição “Fotoclubismo: Fotografia Modernista Brasileira, 1946–1964”, a primeira mostra de fotografia modernista brasileira fora do Brasil. Com curadoria de Sarah Meister, a exposição terá como foco as realizações criativas do Foto-Cine Clube Bandeirante de São Paulo, grupo de fotógrafos amadores amplamente aclamado no Brasil, mas essencialmente desconhecido para o público europeu e norte-americano. O painel acontece no dia 23 de abril, às 19h, e será transmitido através do canal do YouTube e página do Facebook do Festival.

A exposição será instalada ao longo de dois fios complementares e entrelaçados dentro das galerias: monográfico e temático. Das três seções da exibição, cada uma é ancorada por uma apresentação monográfica focada em um membro individual: Geraldo De Barros, German Lorca e Gertrudes Altschul. Essas seções começam e terminam com agrupamentos temáticos que sugerem a amplitude da comunidade fotográfica atuante em São Paulo naquela época e oferecem um contexto adicional para as conquistas individuais. Cada tema é derivado dos Concursos Internos mensais realizados na FCCB, que levavam os membros a responder a um determinado tema, muitas vezes premiando o vencedor com reproduções de página inteira e recursos de capa. Duas pinturas atuais de Patricia Phelps de Cisneros e uma generosa seleção do Boletim mensal da FCCB, recentemente adquirido pela Biblioteca do MoMA, irão expandir o contexto para as fotografias em exibição.

Sarah Meister foi nomeada Curadora do Departamento de Fotografia Robert B. Menschel do Museu de Arte Moderna em 2009, tendo ingressado no Museu como assistente de curadoria em 1997. No MoMA, Meister organizou uma variedade de exposições, incluindo Dorothea Lange: Palavras & amp; Pictures (2020), Making Space: Women Artists and Postwar Abstraction (2017, com Starr Figura), Da Bauhaus a Buenos Aires: Grete Stern e Horacio Coppola (2015, com Roxana Marcoci), e Bill Brandt: Shadow and Light (2013) . Sua pesquisa atual examina o status do amadorismo e das narrativas em torno da fotografia do século XX na América Latina e seu contexto internacional, e um dos resultados é a exposição de trabalhos do Foto Cine Clube Bandeirante de São Paulo: Fotoclubismo: Fotografia Modernista Brasileira 1946-1964. Ela também está organizando uma exposição de fotografias da Coleção Thomas Walther do Museu que iniciará uma turnê europeia no Museo d’arte della Svizzera italiana (MASI Lugano) em abril de 2021, posteriormente viajando para o Jeu de Paume, Paris e CAMERA: Centro Italiano per la Fotografia, Torino.

SOBRE O PAINEL
23 de abril (sexta-feira)

18h30 – Abertura | Apresentação das vídeo-exposições Fotograma Livre 2021 e do canal FestFoto no YouTube.

19h – Fotografia Modernista Brasileira

Palestra de Sarah Meister (curadora no Departamento de Fotografia do MoMA de Nova York), Mediação de Sergio Burgi (Instituto Moreira Sales)

Toda a programação do Festival Internacional de Fotografia de Porto Alegre poderá ser acompanhada através do nosso site (festfoto.art.br) e pelo perfil do festival no facebook (@festfotopoa), e instagram (@festfotopoa), ou ainda pelo canal do Youtube, que reunirá toda a programação exibida na edição de 2021.

14. FestFoto – Festival Internacional de Fotografia de Porto Alegre
FestFoto 2021 – FestFoto Digital


Veja a Programação do FestFoto 2021


A 14a edição do Festival Internacional de Fotografia de Porto Alegre apresenta a produção fotográfica de 2020, impactada pela pandemia da covid-19. Com o tema “Fotografia e Silêncio – Nuvens de Escuta”, a programação está centrada na reflexão de cada artista sobre relações sociais e ambientais, a partir da experiência do isolamento imposto pela pandemia. O evento online reúne autores, especialistas e público em geral em uma agenda de atividades e vídeo-exposições gratuitas que ocorrem entre 23 e 28 de abril de 2021 , no site e redes sociais do Festival. A programação segue até o final de maio com leituras de portfólio e um takeover nas redes sociais com artistas estrangeiros convidados.

Para abrir a programação do Festival, a convidada Sarah Meister, curadora do Departamento de Fotografia do Museu de Arte Moderna de NY (MoMA), abordará a Fotografia Modernista Brasileira em conversa mediada por Sergio Burgi, coordenador de Fotografia do Instituto Moreira Salles (IMS). No próximo dia 8 de maio, o MoMA inaugura a exposição “Fotoclubismo: Fotografia Modernista Brasileira, 1946–1964”, a primeira mostra de fotografia modernista brasileira fora do Brasil. Com curadoria de Sarah Meister, a exposição terá como foco as realizações criativas do Foto-Cine Clube Bandeirante de São Paulo, grupo de fotógrafos amadores amplamente aclamado no Brasil, mas essencialmente desconhecido para o público europeu e norte-americano. O painel acontece no dia 23 de abril, às 19h, e será transmitido através do canal do YouTube e página do Facebook do Festival.

Outro destaque da programação são as apresentações de artistas e especialistas convidados que acontecem diariamente. Dentre os destaques, estão o coletivo de fotojornalismo CovidLatam, que apresentará o fotolivro RED FLAG sobre a Pandemia na América Latina; coordenadores da Lovely House, falando sobre o Festival Imaginária e o Fotolivro no Brasil, junto da artista Ana Sabiá; Fernanda Feitosa, da SP-Arte, que trará o tema do impacto da pandemia no mercado da fotografia; e a artista Tuane Eggers, que apresentará o trabalho Fluxus Fungus. Todas as conversas são gratuitas e serão transmitidas pela página de Facebook e o canal de YouTube do FestFoto (confira ao final a programação completa com a data e horário de cada painel).

Completam a programação 2021, as vídeo-exposições montadas a partir dos 20 trabalhos selecionados pela convocatória do Fotograma Livre, concurso internacional promovido pelo FestFoto com apoio do portal  LensCulture. A partir do tema “Fotografia e Silêncio – Nuvens de Escuta”, fotógrafos e fotógrafas apresentaram trabalhos relacionados às incertezas impostas pela pandemia da Covid-19. Além das vídeo-exposições, fotógrafos e fotógrafas conversam em grupos sobre seus trabalhos, separados a partir da temática que cada artista apresentou ao Festival. As vídeo-exposições estarão disponíveis no canal de YouTube do Festival e as Lives com os artistas serão transmitidas também pelo YouTube e pela página do Facebook.

Toda a programação do Festival Internacional de Fotografia de Porto Alegre poderá ser acompanhada através do nosso site (festfoto.art.br) e pelo perfil do festival no facebook (@festfotopoa), e instagram (@festfotopoa), ou ainda pelo canal do Youtube, que reunirá toda a programação exibida na edição de 2021.

O 14. FestFoto – Festival Internacional de Fotografia de Porto Alegre tem o patrocínio do Banco Itaú, produção da Brasil Imagem, realização da Secretaria Especial da cultura do Ministério do Turismo – Governo Federal e financiamento através da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

Programação completa:

Vídeo-exposições Fotograma Livre 2021:

Disponíveis a partir do dia 23 de abril no site e no nosso canal de Youtube.

 Lives e Painéis

Transmissões ao vivo na página do Facebook e no nosso canal de Youtube. Confira a programação diária e o horário de cada conversa:

 23 de abril (sexta-feira)

18h30 – Abertura | Apresentação das vídeo-exposições Fotograma Livre 2021 no canal do FestFoto no YouTube.

19h – Fotografia Modernista Brasileira
Palestra de Sarah Meister (curadora no Departamento de Fotografia do MoMA de Nova York), Mediação de Sergio Burgi (Instituto Moreira Sales)

24 de abril (sábado)

16h – Painel: A pandemia na América Latina
Convidados – coletivo de fotojornalismo CovidLatam

17h30 – Apresentação Fotograma Livre 2021 | Pandemia, confinamento e violência.
Trabalhos e artistas finalistas:

3 x 4 (Multimídia), de Madame Pagu (Itália)
Caça às Palavras, de Márcia Charnizon
A dor da pandemia, de Sonia Do Couto Corrêa
Nenhum dia será igual ao outro (Multimídia), de Igor Cavalcante Moura

25 de abril (domingo)

16h – Apresentação Fotograma Livre 2021 | Paisagens de memória
Trabalhos e artistas finalistas:
Journey to the Lowlands, de Valeria Sacchetti (Itália)
ARCHÈO, de Tommaso Vitiello (Itália)
Onde os sonhos se escondem, de Thiago Guimarães Azevedo

17h30 – Painel: Festival Imaginária e o Fotolivro no Brasil

Convidados:
 José Fujocka e Luciana Molisani – Editora Lovely House
e apresentação de JOGO DE PACIÊNCIA, de Ana Sabiá (Fotograma Livre 2021 e premiado no Festival Imaginária)
e O CHORO PODE DURAR UMA NOITE, MAS A ALEGRIA VEM PELA MANHÃ, de Eric Peres

26 de abril (segunda-feira)

18h – Painel: Fotografia, solidariedade e pandemia
A experiência das  Galerias Solidárias:
150 Fotos pela Bahia
Fotos Pró Rio
20×20 Galeria Solidária de Fotografia
Poa150 fotos

A presidente da RPCFB – Rede de Produtores Culturais da Fotografia no Brasil,  Isabel Gouvêa, participa da conversa para o lançamento do Selo da Rede, RPCFB – Foto contra a Fome, apoiando a criação de galerias solidárias de venda de fotos durante a Covid-19. 

 

19h30 – Apresentação Fotograma Livre 2021 | Fotografia e Silêncio
Trabalhos e artistas finalistas:
Voz do Silêncio, de Nathalie Bohm
Arredores, de Ulla von Czekus
Quebrada (Multimídia), de Helena Siemsen Giestas
GUARDIÕES (Multimídia), de Mateus Morbeck

27 de abril (terça-Feira)
18h – Painel: Processos criativos compartilhados e pandemia,
Convidados – Bruno Alencastro e autores do Obs.cu.ra (Fotograma Livre 2021)

19h30 – Apresentação Fotograma Livre 2021 | Mutações urbanas
Trabalhos e artistas finalistas:
NEMO NON VIDET”, de Mateus Morbeck
Urbe, de José Roberto Bassul
Placebo, de Flavio Edreira

28 de abril (quarta-feira)
18h – Painel Fluxus Fungus
Convidada – Tuane Eggers

19h30 – Apresentação Fotograma Livre 2021 | Arquivos | Contaminações
Trabalhos e artistas finalistas:
Diário de Memórias, de Fernanda Chemale
Mulheres em rosa e azul, de Renata Saad
Atravessamento e Constelação, de Laura Aidar
“Emerge” Submission (Multimídia), de Marina Guitti

29 de abril (quinta-feira)
19h – Cavalo de Santo
A fotógrafa Mirian Fichtner apresenta o documentário longa-metragem “Cavalo de Santo”. O filme é baseado no livro homônimo que resulta de dez anos de pesquisas feitas nos terreiros gaúchos e retrata o universo religioso afro-brasileiro no Rio Grande do Sul. 

Toda a programação é gratuita e não necessita de inscrição prévia. Após a exibição ao vivo das conversas, os vídeos ficarão disponíveis no canal do Youtube do Festival.


14. FestFoto – Festival Internacional de Fotografia de Porto Alegre
FestFoto 2021 – FestFoto Digital


Onde os sonhos se escondem


Mundiado – É estar encantado, seja por sua beleza, seja por seu encanto, seja por aspectos míticos que ultrapassam a vista. Estar nessas paisagens é estar mundiado pela vida e também pela morte… . Legenda de Thiago Azevedo.

Parte integrante de um território descrito pelos viajantes europeus com expressões como selvagem, indomável, desconhecido, perigoso, a região Amazônica e particularmente sua floresta que atravessa países e regula regimes naturais, sempre foi para o ser humano como algo “fora da natureza humana” e local sobre o qual o imaginário popular que predomina entre os que nunca nela pisaram ainda é o europeu de séculos atrás.

A experiência vivida por povos que nela se adaptaram e com ela passaram a viver, narram o oposto e essa experiência pode ser resumida em uma expressão que é universal: respeito. Se as florestas tropicais regulam regimes naturais, não seria também natural que o respeito regulasse a relação dos seres humanos com elas?

Existem inúmeros exemplos de fotógrafos que, atraídos pela narrativa européia, foram em busca de imagens que confirmassem ou discutissem essas narrativas. Alguns outros se despiram das pré-narrativas e foram atrás daquilo para o qual a fotografia tem uma vocação: subjetividades que nos ajudam a entender questões que não estão nos livros nem nos bancos escolares, mas sim no viver a experiência, como o fazem os povos das florestas, ribeirinhos e povos indígenas.

Thiago Guimarães Azevedo é um exemplo da busca pela experiência que traga a não necessidade da explicação. Ao recusar as narrativas prontas e buscar a experiência orgânica e interativa, nos traz um conjunto de subjetividades que deixam outras em suspensão. Não é essa uma das vocações da fotografia?

O trabalho inscrito na Convocatória do FestFoto 2021 e que recebeu o do júri internacional o prêmio da Categoria portfólio monta um painel visual de aprendizados pessoais. Mas existe um outro dado nessa experiência do Thiago, que é o fato de morar na região e se sentir desafiado a criar uma intermediação com o “externo” mas a partir de imagens que se “manifestam nele” a partir de impulsos locais específicos, conforme suas próprias palavras.


Não entre… – Indica um caminho, sem saber ao certo seu destino, o que se tem conhecimento é que ela indica um percurso que leva ao sonho, à transposição do real. Essa transposição se liga a uma mudança ontológica do ver, tal qual nos propõe o poeta Manoel de Barros, quando aponta que: “O olho vê, a lembrança revê e a imaginação transvê. É preciso transver o mundo”. Legenda de Thiago Azevedo.

E não há como não abordar nesse trabalho, a coincidência conjuntural no momento em que o mundo vive a experiência de perdas de vidas que entre suas representações mais fortes estão imagens de cemitérios lotados cercados de ambiente urbano. Thiago encerra sua série com a imagem de um pequeno cemitério dentro da floresta cercado de mata em um outro contexto completamente diferente para a experiência da morte.


Berço dos encantados – Os encantados, são seres que protegem as florestas, mais do que pessoas que “desencarnaram”, mas superaram a realidade para assumirem o papel de guardiãs das matas e florestas, pois a vida não termina… . Legenda de Thiago Azevedo.

O trabalho de Thiago Guimarães Azevedo vai ser exibido na íntegra no formato de vídeo-exposição, a partir do dia 24 de abril, data da abertura oficial do FestFoto 2021.